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Geólogos da cidade encontram indícios de dinossauros em SP

Marcas encontradas por professor de Rio Claro podem ser registros mais antigos no estado; entenda mais,

Publicado em 25/07/2022 às 10:19

Geólogo da Unesp de Rio Claro identificou 50 pegadas de dinossauros do período Jurássico. (Foto: Reprodução EPTV)

Geólogos da Unesp de Rio Claro identificaram vestígios de pegadas que podem ser a evidência mais antiga de dinossauros em São Paulo. As marcas remetem a um período de mais de 140 milhões de anos atrás e são os primeiros sinais da presença de animais dessa época no estado.

Os indícios da vida dos animais são raríssimos no Brasil e só tinham sido encontradas, até agora, no Paraná e no Rio Grande do Sul. A maior parte pertence ao período triássico de 251 a 200 milhões de anos atrás que foi quando eles surgiram, ou ao cretáceo 145 a 65 milhões de anos.

As primeiras observações na região de Charqueada começaram há dez anos, em uma exploração que o professor Lucas Warren, do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da universidade, fazia com alunos entre Rio Claro e Piracicaba.  

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Em uma área conhecida como formação Piramboia, Warren observou uma espécie de buraco em algumas camadas expostas na rocha que despertaram a sua curiosidade. Ao longo dos anos ele continuou a percorrer a região e conseguiu encontrar outros locais com esses "achatamentos".

A confirmação de que as 50 marcas encontradas eram vestígios de dinossauros foi dada pelo paleontólogo da Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Bernardo Peixoto.  

Geólogo da Unesp de Rio Claro identificou 50 pegadas de dinossauros do período Jurássico. Foto: Reprodução EPTV

Entendendo os registros

Para determinar com precisão a época das pegadas, os geólogos consideraram a maneira como elas foram formadas e o tipo de material de que a região é composta. "Essa rocha é formada por quartzo e por zincão, que é um mineral que você consegue dar idade e, com isso, consegue atribuir a idade com mais precisão para a rocha como um todo", explicou Warren.

Também há sinais na rocha que foram provocados por um evento sísmico que, segundo o geólogo, pode ser de origem tectônica ou de pisoteio de manadas. "Como a gente tem as pegadas associadas é plausível que essa estrutura tenha sido causada pela passagem desses animais".

Após a confirmação, os pesquisadores começaram a formar a fotografia da região naquela época. Hoje, segundo os envolvidos, é possível levantar hipóteses sobre os jurássicos que habitavam a região.

As dimensões das pegadas registradas na rocha, algumas chegam a ter meio metro de profundidade, apontam que se tratava de animais de grande porte, de quatro a seis metros de comprimento e pesando toneladas. Também há indicações de indivíduos adultos e outros menores, talvez filhotes, andando lado a lado.  

Geólogos encontram indícios de dinossauros em SP. Foto: Reprodução EPTV

Mais pesquisas

As descobertas são uma abertura de portas para uma série de pesquisas que serão realizadas. "É uma questão de tempo até encontrarmos pegadas em plantas que permitam identificar o grupo de dinossauros que as produziram e há até o potencial de encontrar, ou seja, restos fossilizados de ossos destes grandes animais", afirma o paleontólogo da UFSCar, Bernardo Peixoto.

*Com informações do Jornal da Unesp e g1 São Carlos. 


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