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Protetora é agredida a socos após resgate de cachorra

A protetora Thaty Freitas foi agredida com socos e gravata no pescoço, após auxiliar em um resgate de uma cachorra, na Vila Cristina, em Piracicaba.

Postado em 04/08/2021 às 05:01

Thaty Freitas registrou boletim de ocorrência. (Foto: Divulgação)

A protetora Thaty Freitas foi agredida com socos e gravata no pescoço, após auxiliar em um resgate de uma cachorra, na Vila Cristina, na noite da terça-feira (03). Após o antigo tutor ficar sabendo que foi registrado um boletim de ocorrência sobre o abandono do animal, ele retornou ao antigo endereço para tomar satisfações com uma vizinha que teria retirado-o de sua casa. A confusão foi parar no plantão policial.

O caso foi registrado como lesão corporal e o caso será apurado pela Polícia Civil. A presidente da Comissão de Proteção dos Animais da subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Piracicaba, Vanessa Rocha Maluf Zaidan também esteve na delegacia. A assessoria do deputado e ativista animal Bruno Ganen (Podemos) também acompanha o caso.

Thaty relatou que assim que soube que o animal tinha sido abandonado, acompanhou o casal de vizinhos que apenas abriu o portal para a retirada da cadela, na segunda-feira (02). “O tutor adotou a cachorra da vizinha, quando ainda era filhote, hoje tem de dois a três anos. Há cerca de um mês, ele chegou a me procurar e disse que não queria mais cachorra, pois destrói tudo e que não queria mais ficar com ela, inclusive iria se mudar e não a levaria. Respondi que ele era responsável pela cachorra e que não poderia descartá-la”, relatou.

Recentemente, a protetora afirmou que foi procurada novamente, desta vez, pela vizinha do tutor, que pediu ajuda, pois estava sensibilizada com a cachorra e pretendia ficar com ela. “A cachorra foi levada para a casa da vizinha e no dia seguinte retornei para doar um saco de ração e tambpem disse que tinha conseguido uma castração gratuita. Enquanto estava lá, o antigo tutor, acompanhado da esposa teria retornado para tomar satisfações. Fui empurrada no portão, ele colocou o braço no meu pescoço e fui atingida com vários socos. Tentei me defender. Eu caí ao chão e continuei sendo agredida pelo casal”, desabafou a protetora.

Na delegacia, o agente alegou que está em processo de mudança em outro endereço no mesmo bairro e tinha deixado sua cadela para cuidar da casa. Quando retornaram para buscá-la encontrou o animal na residência da vizinha e recusou-se a entregá-la. Ele negou os maus-tratos e falou que seu filho vai todos os dias na casa para tratar do animal. Durante a tentativa de reaver a cachorra se envolveu em uma discussão com os antigos vizinhos e a protetora que teria atingido-o com um soco.

“Após o registro da ocorrência, o antigo tutor reforçou que não queria mais ficar com a cachorra. Se tudo isso ocorreu para reaver o animal, como abriu mão da posse dela?”, enfatiza Thaty.

A presidente da comissão reforçou que sempre orienta as protetoras que registrem o boletim de ocorrência para evitar transtornos futuros. “Estive no plantão policial como representante da Comissão e chegamos a inclusive pedir a prisão do antigo dono da cachorra, mas o delegado entendeu que trata-se de uma lesão corporal. Orientei a protetora que fizesse a representação do agressor por meio de uma ação particular”, orientou Vanessa.

A assessoria do deputado informou que acompanha o caso e aguarda as providências sobre o ocorrido. “Repudiamos toda e qualquer violência contra todas as pessoas envolvidas na causa animal.”

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