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Moradores da região reclamam de carros comprados de revendedora de Rio Claro

Clientes registraram B.O. e esperam que a Justiça possa solucionar os problemas.

Publicado em 26/01/2022 às 11:46

(Foto: Nilson Porcel/EPTV)

Clientes de uma revendedora de veículos da cidade de Rio Claro, reclamam que, logo após a compra do veículo, os carros começaram a apresentar defeitos mecânicos e os novos proprietários do estabelecimento não conseguem resolver os problemas com facilidade na loja. Outra queixa é sobre a falta de documentação dos automóveis.

Marcelo Diniz de Carvalho, advogado que representa a loja, explicou que parte do atraso na documentação é devido a pandemia.

Transtornos

A dona de casa Vanessa Lígia Peixoto, residente de Sumaré, contou que ela e o marido foram até a loja em Rio Claro por conta de um modelo específico de veículo. Mas poucos dias depois da aquisição, o carro começou a apresentar problemas. O casal também não recebeu o comprovante de transferência do bem. “O meu marido mandou mensagem para o vendedor falando que a gente ia viajar e se ele achava melhor fazer uma troca de óleo. Ele aconselhou o meu marido a fazer essa troca de óleo. Na outra o carro veio a dar problema. Desde então está com eles. A gente não sabe mais nada sobre o carro. Passaram a gente para o advogado da loja. Ele veio falar sobre o laudo do carro, que nesse laudo está escrito que foi a troca de óleo foi mal feita. Então ele quis dizer que o problema é da gente”, disse a dona de casa.

Durante a negociação de compra, Vanessa disse que deu outro veículo como entrada do pagamento e que o carro está rodando em São Paulo, fazendo com que muitas multas cheguem para o casal.

Outro caso

A autônoma Geliane de Oliveira também comprou um carro na mesma loja. De acordo com ela, o veículo veio com problemas mecânicos e sem o recibo de transferência. Ela registrou um Boletim de Ocorrência por estelionato.

“Quando eu peguei o carro, ele já estava com problema no injetor. Eles [a loja] arrumaram e agora está com vazamento de combustível. Falam que não vão resolver. A única coisa que eu tinha de comprovante que eu tinha pago o carro eram só os comprovantes do depósito. Eu não tinha contrato”, declarou.

Além do B.O., Geliane contratou um advogado e espera que o caso seja resolvido na Justiça. “Para que seja que seja solucionado esse impasse. E por esse constrangimento que ela está vivendo nós vamos pedir também um arbitramento de uma indenização para ela, que ficará a critério da autoridade judiciária”, explicou o advogado Heberty de Paula Paseto Fernandes.

O que diz a loja?

O advogado Marcelo Diniz de Carvalho, que representa a revendedora de veículos, disse que a demora para a regularização dos documentos de transferência é devido ao período de pandemia.

“Em alguns casos, nós tivemos muitos problemas decorrentes da pandemia, isso é notório, entendeu? E pelo volume de que nós fazemos diariamente realmente nós tivemos um crescente problema nesse sentido. As pessoas, às vezes, compram carros com mais de 150 mil quilômetros, mais de dez anos de uso e querem todos os problemas mecânicos desses veículos sejam resolvidos. Isso não é obrigatório nem pelo contrato, nem mesmo pela lei”, disse Carvalho.

Em relação ao caso da dona de casa Vanessa, o advogado disse que houve manutenção errada no veículo. “Em desacordo com as orientações da fábrica feita por eles a partir da compra”, argumentou.

Sobre as multas que o casal vem recebendo, Carvalho disse que quando o carro é vendido é feita a comunicação de venda automática entre cartório e Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

A loja de veículos informou que está a disposição para fazer um acordo com a dona de casa Vanessa. Sobre a documentação da autônoma Geliane, a revendedora disse que o antigo dono já assinou a transferência do carro e que, agora, ela precisa ir até o cartório para efetivar a compra.


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