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Autoprodução de energia é o caminho para a economia energética no Brasil

Evento destaca a autoprodução de energia como a melhor opção para o controle de custos e segurança energética na produção industrial brasileira.

Publicado em 06/07/2022 às 16:47

(Foto: Divulgação / Migratio)

Workshop promovido pela Migratio em Limeira, no Interior de São Paulo, no dia 30 de junho, intitulado 1º EMEG – Encontro Migratio de Energia e Gás para Limeira e Região, reuniu aproximadamente 200 convidados, entre os quais estiveram as maiores autoridades do setor energético brasileiro em um debate que objetivou fornecer conteúdo para os participantes.

A partir de dois painéis de discussões, os temas das apresentações focaram principalmente a abertura e o futuro do mercado de energia e a expansão do mercado livre. No painel de gás, por exemplo, foram abordadas, além do futuro do segmento, a abertura do mercado e as oportunidades de desenvolvimento de projetos de biometano no estado de São Paulo.

ENTENDA 

Dentre os principais temas debatidos, a autoprodução de energia foi o que mais chamou a atenção dos convidados por mostrar que este é o caminho para obter-se economia e segurança energética para as empresas, a partir das diferentes fontes de combustíveis renováveis e não renováveis existentes. A pujança do setor de autoprodução foi reforçada por Mário Luiz Menel da Cunha, Presidente da ABIAPE - Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia, que em sua apresentação no workshop, intitulada “Vantagens da Autoprodução de Energia”, destacou que hoje, no Brasil, existem 200GW em outorga na ANEEL. “A eletricidade no Brasil começou com a autoprodução no final dos anos 1800 e, desde então, continuou a dar sua contribuição para a expansão do setor elétrico brasileiro. Atualmente, não é diferente e parte da expansão do mercado livre está sendo feita por intermédio de autoprodução, contribuindo com o desenvolvimento da indústria nacional. Sempre foi solução em termos de alocação de riscos e de custos, assumidos pelos autoprodutores, que são consumidores que investem na produção de energia para seu consumo próprio”.

Em relação à cogeração no Brasil, Leonardo Santos Caio Filho, Diretor de Tecnologia e Regulação da COGEN – Associação da Indústria de Cogeração de Energia, afirma que “hoje, temos 3,2GW de capacidade instalada em operação comercial, e temos potencial para mais de 7GW elétricos e 17,9GW térmicos. No entanto, a maior parte de cogeração atualmente é para atender ao consumo próprio, para a autoprodução. Então, existe a possibilidade de fazer cogeração com a disponibilidade de recursos existentes, de forma a superar a autoprodução e, assim, comercializar o excedente. No Brasil temos em torno de 380 usinas de açúcar e etanol, e em média 240 usinas que exportam energia para a rede elétrica. Se todas as usinas que geram energia para autoprodução passassem por um retrofit, trocando caldeiras e turbinas, por exemplo, a capacidade de exportar energia para o sistema cresceria em até 5 vezes”.

O futuro do mercado

Presente no 1º EMEG, Bernardo Sicsú, Vice-presidente de Estratégia e Comunicação ABRACEEL – Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia e Coordenador geral do Fórum do Gás, destaca a urgência dos temas debatidos no evento: “Parabenizamos nossa associada Migratio por levar uma discussão tão importante e urgente como a abertura de mercado para o consumidor de Limeira e região. A democratização do acesso ao mercado livre é urgente e necessária para reduzir os custos, aumentar a competitividade nacional e tornar o Brasil líder da transição energética global”.

Já Talita Porto, Vice-Presidente do Conselho de Administração da CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, aponta que “o Encontro organizado pela Migratio foi muito rico para debatermos o futuro do mercado livre de energia. Na CCEE, nós entendemos que a abertura é um processo sem volta, mas que precisa ser implementado de forma sustentável, contínua e previsível. Eventos como esse nos ajudam a esclarecer dúvidas dos consumidores sobre o tema e nos aproximam cada vez mais dessa realidade”.

O CEO da Union Rhac, Evandro Lemos Barreto Filho, afirma que o evento trouxe para a região de Limeira a oportunidade de haver contato com grandes autoridades do setor de energia, momento em que foi possível ouvir e entender melhor as perspectivas para o futuro do setor de energia elétrica e o mercado de gás no Brasil. “Eventos como esse nos mostram as oportunidades e nos animam a seguirmos confiantes na evolução deste mercado. Parabenizo a Migratio pelo excelente evento.”

Na opinião do Gerente Regional Ciesp Rio Claro, João Zaine, “esse formato de encontro, promovido com muita competência pela Migratio, proporciona a possibilidade de ampliação dos conhecimentos na área de energia e gás, por meio de pautas sólidas e temas super atuais. O nível dos palestrantes e participantes, sempre focados no tema proposto, elevou a qualidade do evento e do networking”.

Avaliação dos organizadores do 1º EMEG

Os depoimentos dos participantes demonstram que o 1º EMEG – Encontro de Energia e Gás aconteceu em um momento fundamental para o segmento, e para a Migratio, organizadora do workshop, os objetivos foram alcançados, como afirma Fábio Saldanha, Diretor de Novos Negócios da Migratio: “comemorarmos os nossos 10 anos com as principais autoridades dos setores de energia e gás, com a forte participação das empresas da nossa região e apoio de quase 20 associações setoriais de diferentes áreas de atuação, foi uma honra enorme e nos estimula bastante repetirmos o evento nos próximos anos. Agora, esperamos apoiar as empresas com soluções de gestão e comercialização de energia e autoprodução para poderem controlar melhor seus custos e terem uma maior segurança energética para desenvolverem as suas atividades”.

O Diretor da Migratio Energia, Hélio Fernandes de Lima reforça a visão de Fábio Saldanha e destaca que o 1º EMEG obteve os objetivos propostos: “A organização e o conteúdo do evento foram muito elogiados pelos participantes. Ficamos felizes com a oportunidade de trazer para Limeira e região o que há de mais atual no setor de energia e gás e compartilhar as opiniões dos principais debatedores”.

 

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